Em seu 14º dia de paralisação, os empregados da Caixa Econômica Federal em São Paulo e região metropolitana seguem em greve nesta quarta-feira (23). A categoria manteve o movimento após rejeitar, em assembleia organizada nesta segunda-feira (21), a terceira proposta do banco para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
Diante do impasse, uma audiência de mediação iniciou nesta tarde entre os empregados e o banco no Tribunal Superior do Trabalho (TST).
Quais são as reinvindicações dos sindicalizados?
O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região reivindica a retomada do modelo histórico de custeio do “Saúde Caixa”, o convênio médico da empresa, em que o banco arca com 70% dos custos e os trabalhadores com 30%.
A Caixa pretende aumentar a coparticipação de 6,5% para 9% da folha a partir de 2027. Também busca preservar o pacto intergeracional — impedindo cobranças por faixa etária ou reajustes abusivos para aposentados e dependentes — e assegurar o direito ao plano de saúde para os empregados admitidos após 1º de setembro de 2018.
Entre as demais reivindicações da categoria estão o fim das metas abusivas, o fim do teto de gastos com saúde previstos no estatuto da empresa, ajustes nos programas de premiação e a regulamentação do trabalho remoto e o abono total dos dias parados, sem a obrigação de compensação de horas.
Agências paradas
A adesão à greve segue alta nas 293 agências monitoradas pelo sindicato em São Paulo e na região metropolitana. A paralisação é total nas zonas Oeste e Norte, onde nenhuma unidade abriu. Nas demais regiões — Centro, Leste, Sul e Osasco —, quase a totalidade das agências permanece de portas fechadas, com raras exceções operando de forma parcial.
Já nos prédios administrativos da Caixa, o cenário é misto: enquanto edifícios centrais foram totalmente paralisados, outros mantêm o expediente de forma remota (home office).
De acordo com o sindicato, há ainda um discreto aumento no número de gerentes trabalhando internamente com as portas fechadas para o público, mas reforça que a mobilização segue de forma pacífica.





