Mônica Salmaso homenageia Elizeth Cardoso em show único no RJ

Mônica Salmaso apresenta o espetáculo “Senhora das Canções” em homenagem a Elizeth Cardoso.Acervo Pessoal / Divulgação

A cantora Mônica Salmaso volta ao Rio de Janeiro para uma apresentação especial em homenagem a Elizeth Cardoso, uma das vozes mais importantes da música brasileira. O espetáculo “Senhora das Canções” será apresentado em 4 de novembro, às 20h, no Teatro Riachuelo Rio, no Centro da cidade, em uma única sessão.

O show reúne canções que marcaram a trajetória de Elizeth, conhecida como a Divina, e revisita diferentes momentos de sua carreira, dos sambas tradicionais aos sambas-canções. A homenagem também ganhou um álbum lançado pela Biscoito Fino, gravado ao vivo em estúdio durante a temporada carioca de 2025.

A apresentação representa um retorno às origens do projeto, que estreou justamente no Rio de Janeiro, em 2022, depois de ter sido adiado por causa da pandemia.

Uma homenagem que começou com um encontro A ideia de homenagear Elizeth Cardoso surgiu após uma visita de Mônica Salmaso à Casa do Choro, no Rio, onde encontrou os músicos Luciana Rabello e Mauricio Carrilho. Os dois trabalharam com Elizeth na década de 1980 e compartilharam experiências que ajudaram a cantora a mergulhar na história da artista.

Inicialmente, a homenagem seria realizada em 2020, ano do centenário de nascimento de Elizeth. Com a pandemia, os planos foram adiados e o espetáculo só chegou aos palcos dois anos depois.

Durante a preparação, Mônica pesquisou a extensa discografia da cantora e descobriu gravações que ampliaram sua percepção sobre a importância da intérprete.

“Lembro de ter assistido a um programa Chico e Caetano onde ela foi convidada. Ela era de outra geração e sua presença no programa me chamou a atenção. Era uma dama reverenciada com muito respeito. E o olhar dela para todos era simples, concentrado e feliz. Só entendi de verdade o tamanho da Elizeth quando fui fazer a pesquisa de repertório para nossa homenagem. Ali, me dei conta do tamanho da discografia desta cantora”, explica.

Clássicos e raridades no repertório O espetáculo percorre diferentes fases da carreira de Elizeth Cardoso, incluindo sambas gravados na década de 1950, composições de discos históricos e músicas menos conhecidas do público.

Entre as canções escolhidas estão “Seresteiro”, “Violão Vadio”, “Sei Lá, Mangueira” e “A Mentira Acaba”. O repertório também contempla “Se as Estrelas Falassem”, uma rara composição da própria Elizeth.

Mônica incluiu ainda músicas que não foram gravadas pela homenageada, mas que dialogam com seu universo musical, como “Nossa Senhora do Silêncio”, de Mauricio Carrilho e Paulo César Pinheiro, e “De Bem Com o Amor”, de Luciana Rabello e Paulo César Pinheiro.

“A Luciana Rabello e o Mauricio Carrilho tocaram com a Elizeth por anos, foram muito próximos dela e são compositores incríveis. Achei bonito colocar no repertório músicas deles, inclusive pensando que Elizeth amaria cantá-las”, pontua Mônica.

Outra escolha foi “Deixa pra Lá”, do repertório de Izaurinha Garcia, cuja inclusão também permitiu homenagear o centenário da cantora, celebrado em 2023.

Álbum foi gravado em apenas um dia O registro de “Senhora das Canções” aconteceu durante a temporada realizada no Rio de Janeiro em 2025.

Em vez de produzir cada faixa separadamente, Mônica Salmaso e os músicos decidiram gravar o repertório ao vivo em estúdio, preservando a dinâmica das apresentações.

A sessão aconteceu no estúdio da Biscoito Fino, na véspera do último show da temporada, e reuniu as 16 canções do projeto.

“Achamos que seria bonito entrarmos no estúdio, concentrados, com o show “quentinho” e fazer um registro do trabalho. No dia anterior ao último show, fomos ao estúdio da Biscoito Fino e gravamos o disco inteiro ao vivo. As 16 canções. Foi uma sessão de gravação das mais lindas que eu já participei”, celebra Mônica.

A gravação contou com músicos que acompanham o projeto desde sua criação, como Luciana Rabello, Mauricio Carrilho, Paulo Aragão, Aquiles Moraes, Magno Julio e Marcus Thadeu, além das participações de Teco Cardoso e Nailor Proveta.

A música que quase ficou de fora Uma das histórias mais curiosas do álbum envolve “Carta de Poeta”, composição de Baden Powell e Paulo César Pinheiro que quase não entrou no repertório.

Mônica conheceu a canção durante uma passagem de som, quando conversava com Luciana Rabello e Mauricio Carrilho sobre as dificuldades de interpretar determinadas músicas de Elizeth.

Os instrumentistas contaram que a própria cantora evitava apresentar algumas composições ao vivo por causa de sua complexidade.

Encantada com a descoberta, Mônica decidiu aprender a música, mas ainda não se sentia preparada para apresentá-la ao público.

A oportunidade surgiu durante a gravação do álbum, quando pediu aos músicos que registrassem a canção depois de concluírem o repertório inicialmente previsto.

A faixa acabou incluída no disco e passou a fazer parte das apresentações seguintes.

Apresentação única no Teatro Riachuelo Rio O retorno de “Senhora das Canções” ao Rio de Janeiro acontece no Teatro Riachuelo Rio, espaço histórico localizado na Rua do Passeio, no Centro da cidade.

Com duração prevista de 75 minutos, o espetáculo reúne a interpretação de Mônica e arranjos conduzidos por Paulo Aragão, responsável também pela direção musical.

A apresentação celebra não apenas a obra de Elizeth Cardoso, mas também a relação entre diferentes gerações de artistas que contribuíram para preservar e renovar o repertório da música brasileira.

Serviço Espetáculo: Mônica Salmaso, Senhora das Canções Data: 4 de novembro de 2026, quarta-feira Horário: 20h Local: Teatro Riachuelo Rio, Rua do Passeio, 40, Centro, Rio de Janeiro Duração: 75 minutos Classificação indicativa: 12 anos

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