Neymar completa um mês lesionado e segue como dúvida na Copa

NeymarReprodução/Globo

A situação física de Neymar continua sendo um dos temas mais acompanhados pela comissão técnica da Seleção Brasileira durante a Copa do Mundo de 2026.

Um mês após sofrer uma lesão muscular na panturrilha direita, o atacante permanece em recuperação e dificilmente estará disponível para a partida contra o Haiti, marcada para esta sexta-feira (19).

Desde que se apresentou à Seleção Brasileira no fim de maio, o camisa 10 vem realizando sessões intensivas de fisioterapia e acompanhamento médico.

Os exames de imagem mais recentes apontam uma evolução considerada positiva, demonstrando boa cicatrização da região afetada.

Ainda assim, a comissão técnica e o departamento médico mantêm uma postura cautelosa em relação ao retorno do jogador aos gramados.

A preocupação está relacionada não apenas à recuperação da lesão atual, mas também à necessidade de evitar uma recaída em um momento decisivo da competição.

Em torneios de curta duração como a Copa do Mundo, qualquer retorno precipitado pode comprometer tanto o desempenho do atleta quanto sua disponibilidade para os jogos seguintes.

Segundo o ortopedista e médico do esporte Pedro Ribeiro, Neymar sofreu uma lesão muscular de grau 2 na panturrilha direita, condição que exige atenção especial durante todas as etapas do tratamento.

“Neymar sofreu uma lesão muscular de grau 2 na panturrilha direita, o que caracteriza uma ruptura parcial das fibras musculares. Esse tipo de lesão exige um tratamento cuidadoso, com controle da dor, redução do processo inflamatório e recuperação gradual. Mesmo quando os exames mostram boa cicatrização, é fundamental respeitar o tempo biológico do organismo para reduzir o risco de novas lesões”, explica.

O especialista destaca que a panturrilha é uma das regiões mais exigidas no futebol profissional.

A musculatura é constantemente acionada durante movimentos explosivos, mudanças de direção e ações que exigem força e velocidade.

“No futebol, a panturrilha funciona como um motor de impulsão. Ela participa diretamente das arrancadas, dos saltos e das trocas rápidas de direção. Por isso, qualquer lesão nessa região exige um acompanhamento rigoroso, já que o risco de recaída aumenta quando o retorno acontece antes do tempo adequado”, afirma.

Além do processo de cicatrização, os profissionais responsáveis pela recuperação precisam avaliar fatores como força muscular, resistência, mobilidade e capacidade de suportar novamente as exigências físicas de uma partida em alto nível.

O objetivo é garantir que o atleta retorne em condições seguras, sem comprometer sua integridade física.

Para Pedro Ribeiro, a prioridade deve ser uma recuperação monitorada e segura, especialmente em atletas submetidos a uma rotina intensa de jogos, treinamentos e deslocamentos durante uma competição internacional.

A ausência de Neymar contra o Haiti ainda não foi oficialmente confirmada, mas a tendência é que a Seleção Brasileira adote cautela e preserve o jogador até que ele esteja completamente recuperado.

Enquanto isso, o atacante segue trabalhando para voltar aos gramados e contribuir com a equipe na sequência da Copa do Mundo.

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