Roger Moreira, músico brasileiro conhecido por ser o principal idealizador, compositor, guitarrista e vocalista da banda de rock Ultraje a Rigor, chamou a atenção dos internautas no começo da semana. O integrante do The Noite com Danilo Gentili, do SBT, trocou farpas com Tony Bellotto.
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Para quem não acompanhou, a treta entre os dois músicos ganhou um novo capítulo nesta semana. Após Tony declarar, nessa segunda-feira (6), em entrevista ao Roda Viva, que ficou decepcionado ao ver Roger e Lobão apoiarem a direita, o cantor decidiu rebater as declarações.

Irritado com a fala do colega de profissão, Roger Moreira fez questão de usar sua conta pessoal no Instagram para rebater as declarações do compositor.
“Como pode alguém com conhecimento apoiar um cafajeste como Lula? Como pode apoiar esse atraso do Brasil e a manutenção de um povo miserável para se manter no poder? Pior ainda é aceitar dinheiro de Rouanet e outras benesses. É muito feio isso. Parece que não pensa. Parece medo de enfrentar a galerinha da Globo”, escreveu o músico.
Tony Bellotto fala sobre política e ataca músicos
Convidado do Roda Viva, Tony Bellotto criticou o apoio de Lobão e Roger à extrema direita. Sincero, ele confessou ter ficado decepcionado com os colegas e afirmou que não entende como eles podem ter esse tipo de posicionamento.
“A gente iniciou a carreira juntos, a gente fazia encontros assim e eu lembro que a música ‘Inútil’ até foi usada na campanha das Diretas Já… o Ulysses Guimarães chegou a citar ‘Inútil’ como um exemplo do povo reclamar que nós não sabemos escolher presidente e tal. E quando eu vi artistas como o Lobão e o Roger apoiando a direita, eu fiquei muito decepcionado, porque para mim o rock tem muito a ver com a liberdade, com uma visão democrática da vida, com o respeito a direitos individuais”, declarou.

“Fiquei muito decepcionado. Eu acho sempre que tem uma coisa que está sendo mal entendida por eles. É inaceitável que a gente veja pessoa pedindo volta da ditadura ou cogitem dar anistia a esses golpistas”, acrescentou.
Em seguida, ele falou sobre algumas bandas que influenciaram o Titãs, como The Clash e The Who. De acordo com ele, esses artistas não têm medo de abordar questões políticas em suas músicas. Entretanto, na opinião do guitarrista, músicos da direita não compreenderam a mensagem dessas inspirações.
“Acho sempre que tem alguma coisa sendo mal entendida por eles. Às vezes, algumas discussões acabam tomando uma dimensão muito grande, mas eu acho que, se você parar para pensar, é inaceitável que a gente veja pessoas pedindo volta da ditadura ou que cogitem dar anistia para esses golpistas. Estiveram próximos, muito próximos de dar um golpe de Estado no Brasil. Acho isso absurdo”, disparou.
Ao longo da conversa, o guitarrista também comentou sobre fãs do Titãs que apoiam o ex-presidente Jair Bolsonaro e que, segundo ele, seriam incapazes de compreender que a banda nunca mudou sua posição política.
“Temos fãs bolsonaristas. Como é que pode, com as letras que a gente sempre fez? O cara não deve estar entendendo direito. Sempre fomos a favor dos direitos individuais, contra o reacionarismo. Às vezes fazemos algumas publicações e perdemos alguns seguidores, mas isso é nada perto de algo mais importante: defender a democracia em um momento que ela está sendo atacada no mundo todo”, finalizou.











