O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu nesta quarta-feira (04) manter a taxa básica de juros, a Selic, em 13,75% ao ano. A decisão interrompe o ciclo de cinco cortes consecutivos iniciado em março de 2026 e confirma a mudança nas expectativas do mercado financeiro após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Esta é a primeira vez desde janeiro de 2026 que o Banco Central mantém os juros sem redução. Antes do segundo turno das eleições, a expectativa predominante entre analistas era de um novo corte de 0,25 ponto percentual, o que levaria a Selic a 13,50% ao ano.
A mudança nas projeções ocorreu em meio à reação dos mercados ao resultado eleitoral, com pressão sobre o câmbio e aumento das preocupações com a situação fiscal do país.
O ciclo de redução da Selic começou em março, quando a taxa estava em 15% ao ano. O patamar havia sido mantido desde junho de 2025, quando os juros chegaram ao maior nível em mais de duas décadas.
Nas cinco reuniões seguintes, o Copom reduziu a taxa em 0,25 ponto percentual por vez, até chegar aos atuais 13,75%.
A decisão ocorre em um cenário de piora nas projeções para a inflação. O boletim Focus divulgado na terça-feira (03) elevou a estimativa para o IPCA de 2026 de 5,19% para 5,22%. Para 2027, a previsão passou de 4,34% para 4,76%.
O Copom volta a se reunir nos dias 8 e 9 de dezembro para definir o próximo movimento da taxa básica de juros.





