Conheci Felipeh Campos em 2000, quando eu apresentava um programa de shows em uma emissora de TV a cabo. A atração era gravada a cada dia em um restaurante diferente. Não sei como Felipeh descobria onde estávamos, mas ele sempre aparecia por lá, pedindo uma oportunidade para participar do último quadro, no qual dublava uma música.
Isso aconteceu durante seis meses. Eu sempre o escalava para fazer o último número musical, até que o programa chegou ao fim. Depois disso, nunca mais encontrei Felipeh Campos.
Agora, vejo que ele está no SBT, mas considero que seu talento está sendo muito mal aproveitado pela emissora.
Felipeh tem um excelente programa jornalístico no YouTube, no qual comanda um grupo de comentaristas que discutem os mais variados assuntos. O que Daniela Beyruti ainda não percebeu, na minha avaliação, é que o formato já está pronto para ser levado ao ar pelo SBT, no horário do almoço, substituindo a atração jornalística que atualmente ocupa a faixa e enfrenta dificuldades de audiência.
O formato apresentado por Felipeh Campos no YouTube lembra o modelo de debates criado por Hélio Ansaldo na TV Record, em 1972, quando a emissora pertencia à família Carvalho.
Atualmente, o SBT não consegue emplacar uma atração de grande audiência no horário do almoço. E há projetos que, na minha opinião, correm o risco de ampliar essa dificuldade, como a proposta de uma revista eletrônica para o período da manhã.
Acredito que esse tipo de aposta pode se transformar em mais um fracasso entre as iniciativas da gestão de Daniela Beyruti.
Por outro lado, um programa de debates comandado por Felipeh Campos na hora do almoço poderia ser exatamente o formato necessário para atrair novamente o público, especialmente as donas de casa, e recuperar a audiência da emissora.
Manter Felipeh Campos em um programa jornalístico com pouca audiência, sem explorar todo o seu potencial, é como tentar vender uma pedra preciosa na 25 de Março, em São Paulo, sem mostrar o seu verdadeiro valor.
Mas quem decide os rumos da programação do SBT é a presidente Daniela Beyruti.
E é justamente por decisões como essas que, na minha avaliação, a emissora enfrenta as dificuldades atuais.







